terça-feira, 5 de maio de 2015

Propagandas Impressas, Educação e Leitura





Título:   Propagandas impressas, educação e leitura.

Fonte: Revista Prolíngua -  Volume 5,  Número 02, julho/dez de 2010, p. 130



Palavras-chave: leitura, educação, propagandas impressas.

Resumo


Este artigo objetiva discutir as várias concepções da leitura a partir do gênero discursivo da propaganda e sua importância no processo de ensino para a formação de um leitor proficiente.   Para a efetivação deste trabalho foi realizada uma pesquisa bibliográfica sobre o tema, e, em seguida, a análise de duas propagandas impressas de um mesmo produto, porém de diferentes marcas. Busca entender, a partir do estudo de Orleandi(1993), o processo de produção na perspectiva interacional, que é a produção de sentidos de um sujeito – leitor. E que as características do leitor são consideradas quando da criação do texto publicitário, dessa forma há interação com o texto e com os demais interlocutores dando significação ao texto. E que de acordo com o estudo de Marcuschi (2008), compreender a leitura exige habilidade, interação e trabalho. E conforme as ideias de Marcuschi (2008) e Brito(2008) a interação entre o leitor e o texto levam em consideração muitos aspectos sociais, linguísticos, históricos e ideológicos.  Orleand (1993) afirma existir alguns reducionismos em relação à leitura. O primeiro deles é a forma como a escola restringe a leitura a seu caráter mais  técnico visando apenas à urgência de resultados.  O segundo,  diz respeito à distinção de classes  sociais, as classes dominadas são absorvidas pelas classes dominantes. O terceiro é o linguístico em que a leitura é vista como uma decodificação, o leitor não apreende um sentido para o texto, ele atribui sentidos no texto. Considera ser possível  a interferência do professor nas formas de produção de leitura  do aluno, propiciando-lhe a construção da sua própria história de leitura. Observa-se  que um texto tem relação com outros textos(intertextualidade). De acordo, com Kleimam(2006), cabe ao professor  acreditando na capacidade de desenvolvimento e compreensão dos textos, pelo aluno, intervir exibindo situações que elevem sua autoestima. Nesse contexto verificou-se a importância do texto publicitário, com sua argumentação e persuasão. Estas pode se apresentar tanto de forma lógica e racional, como subjetiva e emocional. Evidenciada na estrutura dos enunciados, na força persuasiva e argumentativa que manipulam as pessoas, que busca convencer o público  sobre determinado produto. Analisa-se duas propagandas de Bancos veiculadas a revista Veja, verifica-se o uso da argumentação e persuasão para que se escolha esse ou aquele banco, onde pela propaganda percebe-se que o público alvo são pessoas de classe média e alta. Conclui-se, que o gênero propaganda impressa pode ser ensinado na escola, por tratar – se de um gênero que atrai e encanta, e que está presente no cotidiano de todos, e que o professor pode utilizar desse gênero visando à formação de um leitor crítico e consciente capazes de interagir com o texto, bem como, capazes de desenvolver um pensamento crítico, condição essencial para a formação de um sujeito-cidadão leitor. 

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