Título: Propagandas
impressas, educação e leitura.
Fonte: Revista Prolíngua -
Volume 5, Número 02, julho/dez de
2010, p. 130
Palavras-chave: leitura, educação, propagandas impressas.
Resumo
Este artigo objetiva discutir as
várias concepções da leitura a partir do gênero discursivo da propaganda e sua
importância no processo de ensino para a formação de um leitor proficiente. Para a efetivação deste trabalho foi
realizada uma pesquisa bibliográfica sobre o tema, e, em seguida, a análise de
duas propagandas impressas de um mesmo produto, porém de diferentes marcas. Busca
entender, a partir do estudo de Orleandi(1993), o processo de produção na
perspectiva interacional, que é a produção de sentidos de um sujeito – leitor. E
que as características do leitor são consideradas quando da criação do texto
publicitário, dessa forma há interação com o texto e com os demais
interlocutores dando significação ao texto. E que de acordo com o estudo de
Marcuschi (2008), compreender a leitura exige habilidade, interação e trabalho.
E conforme as ideias de Marcuschi (2008) e Brito(2008) a interação entre o
leitor e o texto levam em consideração muitos aspectos sociais, linguísticos, históricos
e ideológicos. Orleand (1993) afirma
existir alguns reducionismos em relação à leitura. O primeiro deles é a forma
como a escola restringe a leitura a seu caráter mais técnico visando apenas à urgência de resultados. O segundo, diz respeito à distinção de classes sociais, as classes dominadas são absorvidas
pelas classes dominantes. O terceiro é o linguístico em que a leitura é vista
como uma decodificação, o leitor não apreende um sentido para o texto, ele
atribui sentidos no texto. Considera ser possível a interferência do professor nas formas de
produção de leitura do aluno, propiciando-lhe
a construção da sua própria história de leitura. Observa-se que um texto tem relação com outros
textos(intertextualidade). De acordo, com Kleimam(2006), cabe ao professor acreditando na capacidade de desenvolvimento
e compreensão dos textos, pelo aluno, intervir exibindo situações que elevem
sua autoestima. Nesse contexto verificou-se a importância do texto publicitário,
com sua argumentação e persuasão.
Estas pode se apresentar tanto de forma lógica e racional,
como subjetiva e emocional. Evidenciada na estrutura dos enunciados, na força
persuasiva e argumentativa que manipulam as pessoas, que busca convencer o
público sobre determinado produto. Analisa-se
duas propagandas de Bancos veiculadas a revista Veja, verifica-se o uso da
argumentação e persuasão para que se escolha esse ou aquele banco, onde pela
propaganda percebe-se que o público alvo são pessoas de classe média e alta.
Conclui-se, que o gênero propaganda impressa pode ser ensinado na escola, por
tratar – se de um gênero que atrai e encanta, e que está presente no cotidiano
de todos, e que o professor pode utilizar desse gênero visando à formação de um
leitor crítico e consciente capazes de interagir com o texto, bem como, capazes
de desenvolver um
pensamento crítico, condição essencial para a formação de um sujeito-cidadão
leitor.
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